segunda-feira, 27 de abril de 2009

COMO ESCOLARIZAR A LITERATURA SEM DESFIGURAR O TEXTO LITERÁRIO?

Através da experiência que adquirimos com o texto literário, experiência esta em ver o mundo de outra maneira, conhecendo fatos históricos, nossa e outras culturas, conseguimos direcionar nosso olhar para a escolha de obras adequadas aos alunos.
Sentir a poesia, decifrar o enredo do texto, seu tempo, receber as personagens às vezes analisá-las outras vezes apenas imaginá-las em ambientes, tempos, diferenciar o mundo fantástico do real, são recortes que o professor deve fazer focando sua pretenção, focando o que ele quer provocar no aluno para fazer com que este tenha o desejo de mergulhar na obra e assim interpretá-la e compreendê-la.
Propiciar momentos para que esse aluno faça sua própria escolha e assim decifre com o conhecimento que tem sobre os conteúdos (autor, narrador, figuras de linguagem, gêneros, tipos de linguagem...) o que o texto lhe apresenta. Outras vezes indicar os temas para que possam pensar juntos sobre o que leram e através das intervenções do professor, priorizar, ter um foco. São essas intervenções que vão provocar no aluno o pensar, o questionar, o perguntar e assim chegarão no aprofundamento da obra, isto é a tradução dos seus significados, sempre compartilhando conhecimentos, fazendo associações, criando as hipóteses interpretativas entendendo o que é um texto literário.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Impressões sobre o texto de Luis da Câmara Cascudo

"O Espelho Mágico"

A história tem início na descrição do protagonista, um rapaz órfão de pai e mãe e de bom coração. Durante a história ele mostrou ser perseverante e corajoso, mesmo porque não tinha nada a perder, pois saiu pelo mundo para ganhar a vida...
Durante sua caminhada ele encontra alguns animais e acaba por ajudá-los em suas dificuldades: a pedra em cima do formigueiro, o carneiro com a pata enganchada num arame, o peixe dentro de uma poça d'água rasa, o gavião seco de sede. Todos os animais, agradecidos mostraram-se solícitos caso o rapaz também precisasse deles.
Soube então que a princesa estava com intenções de casar-se, mas o pretendente era desafiado a cumprir um combinado: só se casaria com o homem que ao se esconder ela não pudesse encontrá-lo e como auxílio para essa busca, tinha em mãos um espelho mágico que lhe mostrava todas as coisas escondidas.O espelho mágico da princesa era usado para investigar onde o seu pretendente estava escondido durante um certo período da madrugada.
O rapaz então recorreu aos animais que tinham os diferentes elementos da natureza como seus aliados: terra, água e ar. Escolheu o carneiro, o peixe e a águia deixando a formiga em último plano, talvez pelo fato dele não acreditar muito num ser tão pequeno, sem, aparentemente, forças para ajudá-lo.
O rapaz por ser órfão poderia estar tentando todas as possibilidades de sobrevivência, mas tinha como herança de sua criação a bondade, que com certeza vinha com uma expectativa de que poderia conseguir. Será por recompensa às suas boas ações?
O órfão mostrou-se então um homem corajoso por querer mudar de vida e aceitar as imposições para casar-se com a princesa além de ser astuto, recorrendo à formiga em último lugar além de ter “sorte” (ou por um interesse da princesa) conseguindo uma quarta chance.
Depois da dificuldade, angústia e agonia, a formiga mostrou-lhe o “esconderijo” certo: transformado-o em uma formiga também, conseguiu permanecer escondido na própria roupa da princesa que não o encontrou.
Ao dar a quarta chance ao rapaz, a princesa demonstrou estar gostando dele, talvez pelo fato deste sentimento ser recíproco. Então ao conseguir cumprir a prova, casaram-se.
Apesar de ver o espelho mágico da princesa como algo que refletia a “dificuldade” alheia (dificuldade em se esconder), acredito que ela continuou usando os serviços do espelho para “seguir” os passos do marido. Também creio que ele não devesse contar-lhe o seu último esconderijo por precisar dele em outras situações...